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.:: Pfizer faz parceria para produzir Viagra em Goiás ::.
Com a quebra de patentes de 23 remédios nos próximos dois anos, empresa americana faz parcerias para produzir genéricos no País Sônia Ferreira A companhia norte-americana Pfizer, a primeira companhia biofarmacêutica do mundo, negocia um acordo com a goiana Neoquímica, de Anápolis, para produzir medicamentos genéricos, dentre eles o Viagra (contra disfunção erétil) e o Lipitor (controle do colesterol alto). Em maio, a Pfizer também firmou parceria com o grupo indiano Aurobindo Pharma, que tem indústria em Anápolis, a AB Farmoquímica. Essa movimentação é devido à queda de patentes de 23 medicamentos, 10 delas de remédios líderes de vendas, como Viagra, Lipitor, Diovan, Singulair e outros, até 2011. As grandes empresas do setor estão preocupadas com a possibilidade de queda de faturamento, com a entrada dos genéricos, e querem garantir também espaço na produção desses remédios. Por política internacional da empresa, a Pfizer não comenta especulações de mercado. Através de sua assessoria de comunicação informa que “até o momento, não fechou nem anunciou qualquer acordo com a Neoquímica”. A diretoria da empresa goiana também diz que essa informação não procede. Porém, em Anápolis e em Goiânia, a parceria entre Neoquímica e Pfizer era o assunto dominante ontem em reuniões de empresários, políticos e de trabalhadores do setor farmoquímico. O presidente do Sindicato das Indústrias Farmacêuticas no Estado de Goiás, Eduardo Gonçalves, disse não ter conhecimento de parceria entre as indústrias goianas com outras multinacionais do setor. Mas informa que as empresas localizadas no pólo farmacêutico do Estado estão trabalhando no processo de aumentar a capacidade produtiva e buscando registro de novos medicamentos genéricos, sobretudo daqueles que terão seus prazos de patentes vencidos a partir do próximo ano. Ele garante que, a partir do vencimento de algumas patentes, as indústrias goianas passarão a produzir esses remédios, colocando-os no mercado varejista no prazo máximo de 90 dias. As movimentações no ramo farmacêutico não estão ocorrendo apenas no segmento produtivo. O POPULAR divulgou, na semana passada, que o grupo alemão Celesio adquiriu 50,1% das ações do grupo goiano Panpharma, dono das distribuidoras de medicamentos Panarello, American Farma e Sudeste Farma. Notícia retirada do Jornal O popular do dia 16/07/09
Publicado em 16/07/2009